Blog em Linha Reta

Onde é que há gente no mundo?

Covardia

lá fora, olha, volta e diz
numa rima de verso
‘te quis’.

não, idílio egoísta.

aqui, me cala
caminha com os olhos
no lugar da fala.

engano, doce ilusão.

conversa calma
troca cálida
entre-alma.

medíocre monotonia.

então entendam-se os corpos,
na única ponte com o outro
os caminhos são poucos.

língua em extinção.

oras! sem acordo,
exerço minha covardia:
recolho tudo sozinho

e vou dormir com a utopia!